Animais com fotografia
A Animalife permite divulgar e apoiar os animais que existem para adopção. Juntos vamos criar histórias felizes.

Koa

ID: 16715
Idade: Jovem
Sexo: Feminino
Tipo de Pelo: Pêlo Raso ou Liso
Tamanho: Médio-Pequeno
Raça: Indefinida
Cor: Bicolor (Preto e Branco)
Concelho: Alenquer (Lisboa)

Koa
“Palavra de origem havaiana que significa guerreira, corajosa, lutadora.”
“Os Koa Havaianos eram guerreiros de elite numa terra dominada pela guerra.” (“Durante séculos eles foram a linha da frente das tropas”).
"(...) À frente das tropas, encontravam-se as fileiras dos Guerreiros Koa.”
O nome destes guerreiros veio de uma árvore havaiana.
“Hoje, o espírito Koa habita naquele que sabe trilhar o seu destino. O Koa é aquele que está sempre pronto para os desafios e que os enfrenta com garra e sem medo.”

"Este nome vem daquilo que eu sou: Uma guerreira!
- Quando estive com os meus irmãos na rua, era eu quem estava na linha da frente. Era eu que os protegia. Era eu que os ensinava. Era atrás de mim que eles vinham para não se perderem e eu não deixava que nada de mal lhes acontecesse.
- Mesmo quando nos fizeram mal, eu ensinei-os a fujir, onde se esconderem e como não nos verem. Ganhei um grande instinto de sobrevivência. Tive medo, mas nunca, nunca desisti!
- Um dia caí num sítio muito escuro e com água, tive que correr muito, nadar muito e esconder-me. Estava com tanto medo, mas nunca desisti.

Depois levaram-me para uma caminha tão confortável. Adorei! Dormi tanto!... Mas sei que é uma questão temporária, que preciso ter humanos meus, uma família minha porque nesta casa existe outro canino e oiço os humanos dizerem que não podem ficar comigo. Salvaram-me para me entregar a alguém que cuide bem de mim.

- De manhã apareceu esse cão enoooorrrmeee. É o Zeus! Eu queria ser amiga dele, mas ele insistia em dizer-me que o meu canto era aquele e não podia sair dali.
- Eu via a minha amiga humana ao longe, ia a correr para ela e ele corria tanto, mas tanto que saltava por cima de mim e chegava primeiro que eu. Depois colocava-se entre mim e ela e pronto, eu sou tão pequenina, tinha que voltar para trás para o meu sítio.
- Mas eu sou uma guerreira e poi isso não desisti. Ficava cheia de medo, mas comecei a tentar fintá-lo para chegar à humana e percebi que ele não é assim tão mau. Até já brincou comigo.
- Quando vamos passear eu brinco muito, vou aos saltinhos e ele até me deixa ir encostadinha a ele enquanto olho para o outro lado a aprender tudo.
Sou uma lutadora e sei que mesmo com medo não posso desistir, já passei por muito com os meus irmãos... E a humana desta casa diz que “ a persistência faz do impossível, uma possibilidade” e eu sou como ela, persistente.
- Aos poucos fui conquistando o meu lugar nesta casa dos humanos, mas meia volta lá vem o grandalhão empurrar-me com aquela força enorme, sentar-se onde eu estava e mostrar-me que aquele sítio novo que eu estava a adorar, também é dele!...
Por tudo isto é que o meu nome ficou este: A Koa!
E porque a humana quer que eu seja feliz ela está a ensinar-me a obedecer ao meu nome e quando diz não. Quando for para a nova casinha, já sei! Ah, e não faço as minhas necessidades em casa. Sou tão esperta!
Como ambas somos persistententes venho lembrar-vos que estou aqui, não se esqueçam de mim. De certeza haverá uma família a precisar de uma guerreira e doce como eu:
Eu sou a Koa e um dia vou ter uma família como esta que me acolheu tão bem e ser muito, muito feliz!"
Esta cadelinha é a última disponível para adoção, de uma ninhada de 4 irmãos deixados ao abandono por volta dos 2-3 meses, sem comida, numa zona de difícil acesso, perto de uma linha de comboio e condutas de água.

Felizmente, todos foram resgatados com sucesso (e alguns percalços) e os outros 3 já se encontram nas suas atuais e futuras famílias.

Assim que este caso me chegou às mãos (e de outras pessoas que acabaram por fazer equipa comigo), começámos a divulgar por forma a obter donos para todos. Mantínhamos o local com comida e entre "turnos diários" visitávamos o local para manter a ligação e alimentação deles.

Certa altura fomos informadas que miúdos/graúdos teriam ido ao local "divertir-se com o arremesso de pedras e garrafas de vidro". E, consequentemente, eles tinham ganho medo a pessoas e se escondiam evitando sair dos seus esconderijos inclusivamente para comer.

De forma imatura ou não, foi imediatamente iniciada a operação de resgate, pois estava a tornar-se uma situação insustentável e muito perigosa para os animais que, por si só, já estavam num sítio cheio de perigos e a fugir da maneira descontrolada que faziam, mais perigoso se tornava.

Esta menina era a "líder" da matilha, aquela que arriscava para ir buscar comida, aquela que protegia todos os irmãos e cuja eles seguiam para todo o lado. Mesmo sendo a mais curiosa e aventureira, aguardava sempre pacientemente os seus irmãos para a acompanharem. Esta característica fez com que, apesar de ser a mais corajosa/dócil, tivesse de ser mantida até quase ao final do processo de resgate, para garantir que mantinha todos os irmãos por perto e que não se perderiam sem ela pois era realmente notória a dependência deles.

Felizmente, foram encontrados donos para todos e todos estão bem entregues e a adaptar-se muito bem. Esta menina, chegou a cair num aqueduto e tivemos de contar com a ajuda dos Bombeiros Voluntários, que muito agradecemos.

Foi, portanto, uma cadelinha que em tão poucos meses de vida já sofreu bastante e, por isso, tem ainda alguns medos. No entanto, assim que chegou a casa e foi colocada numa simples manta, a sua reação, tal como de todos os seus irmãos, foi de profundo alívio. Dormiram tranquilos toda a noite, suspiraram de conforto e sei que teríamos amigos para a vida!

É, portanto, uma cadelinha muito muito dócil, gosta muito de brincar com outros cães. Em casa, nota-se que se sente segura e confortável; na rua amedronta-se com pessoas; compreensível depois do que terá passado. Posso adiantar que não faz as suas necessidades em casa.



Dada a história precisará de donos com sensibilidade para a situação.

Atualmente, esta menina está ao meu cuidado até encontrar um lar para ela ser feliz o resto da sua vida. Como será fácil de qualquer pessoa entender não é fácil a gestão e "logística" familiar dia a dia, com dois cães; se não, eu mesma ficaria com ela. Principalmente porque o meu cão tem muitos ciúmes dela e não torna as coisas nada fáceis para todos cá em casa.

Está comigo há 2 semanas e fiz e estou a fazer tudo o que posso mas peço que passem a palavra, por forma a conseguir mais e melhor para ela.
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